terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Oração do Guitarrista

Rock nosso que está em Seattle
Idolatrado seja o vosso som
Seja feito o nosso Grunge
Assim nas Américas como no Mundo
O solo nosso de cada cada show
Nos ensurdeça hoje, como amanhã
Detonai os pagodeiros
Assim como nós detonamos os veados do Backstreet Boys e todos os Boys!
Não escutai aquela música eletrônica
Nos livrai do maldito axé
Amém

A quem cabe os insultos

Perto de Tokyo, vivia um grande samurai, já idoso, que agora se dedicava a ensinar o zen-budismo aos jovens. Apesar da idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer um.

Certa tarde, um guerreiro – conhecido por sua total falta de escrúpulos – apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação. Esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos, contra-atacava com velocidade fulminante.

O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. Conhecendo a reputação do samurai, estava ali para derrotá-lo e aumentar sua fama.

Todos os estudantes se manifestaram contra a idéia, mas o velho aceitou o desafio.

Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos – ofendendo, inclusive, seus ancestrais. Durante horas, fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.

Desapontados pelo fato de que o mestre aceitara tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram:

- Como o senhor pode suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, em vez de mostrar-se covarde diante de todos nós?

- Se alguém chega até você com um presente e você não o aceita, a quem pertence o presente? – perguntou o samurai.

- A quem tentou entregá-lo – respondeu um dos discípulos.

- O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos – disse o mestre. – Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo.